sábado, 11 de dezembro de 2010

José Saramago - As Intermitências da Vida

No lançamento do "José Saramago - As Intermitências da Vida". Da esquerda para a direita: Paulo Mira Coelho, Annabela Rita, Rui Calisto e Ruy de Carvalho.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eram todos filhos da mãe

Joaquim Letria, Ruy de Carvalho e Rui Calisto, no lançamento do livro "Eram todos filhos da mãe", de Paulo Mira Coelho, no Centro Cultural Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa. 17 de Novembro de 2010.

Eram todos filhos da mãe

Paulo Mira Coelho autografando o seu mais recente livro: "Eram todos filhos da mãe".

Eram todos filhos da mãe

Lançamento do livro: "Eram todos filhos da mãe". Centro Cultural Fábrica do Braço de Prata, Lisboa. 17 de Novembro de 2010. Da esquerda para a direita: Paulo Mira Coelho, Joaquim Letria e Rui Calisto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PRÓXIMO LIVRO

Olá,
O meu próximo livro está a "sair do forno".
Muito em breve coloco aqui o convite para o lançamento.
Gostaria de os ver por lá. Abraço amigo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A PAIXÃO DE JESUS - Machado de Assis

"Quem relê neste dia os evangelistas, por mais que os traga no coração ou de
memória, acha uma comoção nova na tragédia do Calvário. A tragédia é velha;
os lances que a compõem passaram, desde a prisão de Jesus até a condenação
judaica e a sanção romana; as horas daquele dia acabaram com a noite de sextafeira,
mas a comoção fica sempre nova; por mais que os séculos se tenham
acumulado sobre tais livros. A causa, independente da fé que acende o coração
dos homens, bem se pode dizer de duas ordens.
Não é preciso falar de uma. A história daqueles que, pelos tempos adiante,
vieram confessando a Jesus, padecendo e morrendo por Ele, e o grande espírito
soprado do Evangelho ao mundo antigo, a força da doutrina, a fortaleza da
crença, a extensão dos sacrifícios, a obra dos místicos, tudo se acumula
naturalmente diante dos olhos, como efeito daquelas páginas primitivas. Não
menos surge à vista o furor dos que combateram, pelos séculos fora, as máximas
cristãs ouvidas, escritas e guardadas, alguma vez esquecidas, outras
desentendidas, mas acabando sempre por animar as gerações fiéis. Tudo isso,
porém, que será a história ulterior, é neste dia dominado pela simples narração
evangélica.
A narração basta. Já lá vai a entrada de Jesus em Jerusalém, escolhida para o
drama da paixão. A carreira estava acabada. Os ensinamentos do jovem profeta
corriam as cidades e as aldeias, e todos se podiam dizer compendiados naquele
sermão da montanha, que, por palavras simples e chãs, exprimia uma doutrina
moral nova, a humildade e a resignação, o perdão das injúrias, o amor dos
inimigos, a prece pelo que calunia e persegue, a esmola às escondidas, a oração
secreta. Nessa prédica da montanha a lei e os profetas são confessados, mas a
reforma é proclamada aos ventos da terra. Nela está a promessa do benefício aos
que padecem, a consolação aos que choram, a justiça aos que dela tiverem fome
e sede. Jerusalém destina-se a vê-lo morrer. Foi logo à entrada, quando gente do
povo correu a receber Jesus, juncando o chão de palmas e ramos e aclamando o
nome daquele que lhe vinha trazer a boa-nova, foi desde logo que os escribas e
fariseus cuidaram de lhe dar perseguição e morte, não o fazendo sem demora,
por medo do povo que recebia a Jesus com hosanas de amor e de alegria.
Jesus reatou então os seus atos e parábolas, mostrando o que era e o que trazia
no coração. Os fariseus viram que ele expelia do templo os que lá vendiam e
compravam, e ouviram que pregava no templo ou fora dele a doutrina com que
vinha extirpar os pecados da terra. Alguma vez as imprecações que lhe saíam da
boca, eram contra eles próprios: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque
devorais as casas das viúvas, fazendo longas orações...” — “Ai de vós, escribas e
fariseus, porque alimpais o que está por fora do copo e do prato, e por dentro
estais cheios de rapinas e de imundícies...” — “Ai de vós, escribas e fariseus
hipócritas, porque rodeais o mar e a terra por fazerdes um prosélito, e depois de
o terdes feito, o fazeis em dobro mais digno do inferno do que vós”. Era assim
que bradava contra os que já dali tinham saído alguma vez, a outras partes, a
fim de o enganar e enlear e ouviram que ele os penetrava e respondia com o que
era acertado e cabido. As imprecações seguiram assim muitas e ásperas, mas de
envolta com elas a alma boa e pura de Jesus voltava àquela doce e familiar
metáfora contra a cidade de Jerusalém: “Jerusalém, que matas os profetas e
apedrejas os que te são enviados, quantas vezes quis eu ajuntar teus filhos, do
modo que uma galinha recolhe debaixo das asas os seus pintos, e tu não o
quiseste!”
A diferença que vai desta fala grave e dura àquele sermão da montanha, em que
Jesus incluiu a primeira e ingênua oração da futura igreja, claramente mostra o
desespero do jovem profeta de Nazaré. Não havia esperar de homens que a tal
ponto abusavam do templo e da lei, e, em nome de ambos, afivelavam a
máscara de piedade para atrair os que buscavam as doutrinas antigas de Israel.
Sabendo que tinha de morrer às mãos deles, não lhes quis certamente negar o
perdão que viessem a merecer, mas condenar neles a obra da iniqüidade e da
perdição. Todo o mal recente de Israel estava nos que se davam falsamente por
defensores do bem antigo.
A comoção nova que achamos na narração evangélica abrange o espaço contado
da ceia à morte de Jesus. Judeus futuros, ainda de hoje, ao passo que negam a
culpa da sua raça, confessam não poder ler sem mágoa essa página sombria. Em
verdade, a melancolia do drama é grande, não menor que a do próprio Cristo,
quando declara ter a alma mortalmente triste. Era já depois da ceia, naquele
horto de Gethsemani, a sós com Pedro e mais dois, enquanto os outros discípulos
dormiam, foi ali que ele confessou aquela profunda aflição. Tinha já predito a
proximidade da morte. A aversão dos escribas e fariseus, indo a crescer com o
poder moral do Nazareno, punha em ação o desejo de o levar ao julgamento e ao
suplício, e cumprir assim o prenúncio do jovem Mestre. Tudo foi realizado: a noite
não acabou sem que, pela traição de Iscariotes, Jesus fosse levado à casa de
Anás e Caifás e, pela negação de Pedro, se visse abandonado dos seus amigos.
Ele predissera os dois atos, que um pagou pelo suicídio e o outro pelas lágrimas
do arrependimento.
Talvez ambos pudessem ser dispensados, não menos o primeiro que o segundo,
por mais que o grupo dos discípulos escondesse o Mestre aos olhos dos inimigos.
Se assim fosse, o suplício seria igualmente certo, mas a tragédia divina não teria
aquela nota humana. Nem tudo é lealdade, nem tudo é resistência na mesma
família.
A parte humana nasceu ainda, não já naqueles que deviam amor a Jesus, se não
nos que o perseguiam; tal foi esse processo de poucas horas. Jesus ouviu o
interrogatório dos seus atos religiosos e políticos. Era acusado de querer destruir
a lei de Moisés e não aceitar a dominação romana, fazendo-se Rei dos Judeus.
“Mestre, devemos pagar o imposto a César?”, tinham-lhe perguntado antes, para
arrastá-lo a alguma palavra de rebelião. A resposta (uma de tantas palavras que
passaram daqueles livros às línguas dos homens) foi que era preciso dar a César
o que era de César e a Deus o que era de Deus. Caifás e o Conselho acabaram
pela condenação; para o crime político e para a pena de morte era preciso
Pilatos. Segundo o sacerdote da lei, era preciso que um homem morresse pelo
povo.
Pilatos foi ainda a nota humana, e acaso mais humana que todas. Esse
magistrado romano, que, depois de interrogar a Cristo, não lhe acha delito
nenhum; que, ainda querendo salvá-lo da morte, pensa em soltá-lo pelo direito
que lhe cabia em tal ocasião, mas consulta ao povo, e ouve deste que solte
Barrabás, e condene a Jesus; que obedece ao clamor público, e faz a única
ressalva de lavar as mãos inocentes de tal sangue; esse homem não finge sequer
a convicção. A consciência brada contra o crime que lhe querem impor, mas a
fraqueza cede aos que lho pedem, e entrega o acusado à morte.
A morte, fecho da Paixão, termo de uma vida breve e cheia, foi cercada de todos
os elementos que a podiam fazer mais trágica. O riso deu as mãos à ferocidade,
e o açoite alternou com a coroa de espinhos. Fizeram do profeta um rei de praça,
com a púrpura aos ombros e a vara na mão. Vieram injúrias por atos e palavras,
agravação do suplício dado entre dois ladrões; mas ainda nos falta alguma coisa
para completar a parte humana daquela cena última.
As mulheres vieram rodear o instrumento do suplício. Com outro ânimo que
faltou alguma vez aos homens, elas trouxeram a consolação e a paciência aos
pés do crucificado. Nenhum egoísmo as conservou longe, nenhum tremor as fez
estremecer de susto. A piedade era como alma nova incutida naqueles corpos
feitos para ela. Com os olhos nos derradeiros lampejos de vida, que estavam a
sair daquele corpo, aguardavam que este fosse amortalhado e sepultado para lhe
darem os bálsamos e os aromas.
Tal foi a última nota humana, docemente humana, que completou o drama da
estreita Jerusalém. Ela, e o mais que se passou entre a noite de um dia e a tarde
de outro completaram o prefácio dos tempos. A doutrina produzirá os seus
efeitos, a história será deduzida de uma lei, superior ao conselho dos homens.
Quando nada houvesse ou nenhuma fosse, a simples crise da Paixão era de sobra
para dar uma comoção nova aos que lêem neste dia os evangelistas."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Roberto Fontes Gomes (3)

ROBERTO FONTES GOMES
N.: Santos, SP, BR, 26 de Outubro de 1926
M.: São Paulo, SP, BR, 09 de Outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Roberto Fontes Gomes (2)

Roberto Fontes Gomes. Junto das dezenas de prémios recebidos está também o JABUTI (em 1975), da CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, que teve outros vencedores de peso: Jorge Amado, Rubem Fonseca, Sebastião Salgado, Chico Buarque, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meireles, Ferreira Gullar, Boaventura Sousa Santos etc.

Roberto Fontes Gomes (1)

A literatura brasileira está de luto. Roberto Fontes Gomes morreu ontem em São Paulo.
Perdi um amigo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CONTADORES DE HISTÓRIAS

CONTADORES DE HISTÓRIAS NA “CASA DAS ARTES DA RAINHA”

ACasa das Artes da Rainha” abriu ao público a 9 de Abril deste ano, na cidade das Caldas da Rainha, com um conceito comercial inovador onde misturou livros com outras artes, como é o caso de cerâmicas, carteiras e bijutaria de autor, peças de roupa de design exclusivo, vinhos etc.

Apesar dessa mistura artística, o que predomina naquele local são os livros. Isso porque os proprietários do referido espaço comercial são também proprietários das editoras Caminho da Águas e Martins Fontes – Portugal. Mas, os livros ali à venda não são apenas os pertencentes àquelas duas editoras, apesar de ser essa a ideia inicial acabou por ser posta de lado, pois os responsáveis por aquele empreendimento têm recebido solicitações constantes no sentido de voltarem a representar outras editoras.

Dessa forma já se encontram à venda na “Casa das Artes da Rainha” livros de várias editoras, com destaque para as do Grupo Leya e Grupo Konsoante.

Assim, no sentido de dar a conhecer as novas valências daquele espaço, a “Casa das Artes da Rainha” convida a todos os caldenses para, no próximo Sábado dia 25 de Setembro, participarem de duas actividades: a abertura da Feira do Livro (com descontos entre 10 e 50%) e “O Contador de Histórias”

A loja abre às 10 horas com a Feira do Livro e às 11 horas receberemos uma Contadora de Histórias muito especial, que vai animar a criançada.

A “Casa das Artes da Rainha” endereçou um convite a vários professores da região no sentido de, fora dos muros da escola, atraírem os mais pequenos para a leitura.

A primeira Contadora de Histórias que aCasa das Artes da Rainha” tem o prazer de apresentar é a professora Hélia Jacob.

Hélia Jacob é professora bibliotecária na escola EB1 Bairro da Ponte há dez anos. Acumulou funções de coordenadora bibliotecária, durante três anos, na escola do Bairro dos Arneiros. Trata-se, pois, de uma pessoa com grande experiencia a desenvolver actividades literárias junto dos mais pequenos. Bem como, a desenvolver todo um trabalho pedagógico e de coordenação, com os alunos, virado para a leitura e para a escrita. Durante os dez anos em que exerceu funções como professora bibliotecária organizou inúmeras feiras do livro, encontros com escritores e ilustradores, exposições temáticas e eventos ligados à poesia. Por diversas vezes realizou, nas bibliotecas a que esteve ligada, “A Hora do Conto”, onde lia histórias aos alunos das várias turmas.

A professora Hélia Jacob está, desde Setembro de 2010, destacada na Associação Pato, onde faz a ligação entre as escolas, nos seus vários graus de ensino, e a defesa do ambiente. A Associação Pato, que se dedica essencialmente à educação ambiental, é responsável pelo Paul de Tornada.

Na “Casa das Artes da Rainha” outros Contadores de Histórias se seguirão à professora Hélia Jacob pois, TODOS os Sábados pela manhã, a partir deste 25 de Setembro, inclusive, teremos essa actividade, fazendo com que os mais pequenos e seus pais possam entrar na magia dos contos infantis, pela voz de professores experientes.

A “Casa das Artes da Rainha” está situada em Caldas da Rainha na Rua do Sacramento, n.º 32 B.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

A Cigarra e a Formiga

Amigos, estarei alguns dias ausente, devido às apresentações do texto acima indicado. Até à volta. Abraço. RC

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Apoio aos trabalhadores dos CTT Caldas/Óbidos

Amigos. Pedem-nos apoio para a causa. Devemos, então, estar solidários com estes profissionais que, desde sempre, têm sido exemplares quanto à responsabilidade que possuem bem como em relação ao trato que têm com o público em geral.

Santos F.C. Campeão da Copa do Brasil 2010

Parabéns Santos F.C.
Copa do Brasil
2010

domingo, 18 de julho de 2010

José Saramago - Entrevista pouco conhecida em Portugal

José Saramago deu uma entrevista colectiva, no Consulado Geral de Portugal, aquando do lançamento de "A Viagem do Elefante", para a TV Cronópios. Ei-la: http://www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=44

sábado, 17 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha (1)

Parabéns. Vocês merecem.

sábado, 10 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Elvira dos Santos Mateus Calisto (1)

* Caldas da Rainha, 7 de Julho de 1930
+ Lisboa, 23 de Janeiro de 2001
O dia de hoje está carregado de emoção e saudade.

terça-feira, 6 de julho de 2010

José Saramago - Conversas de Escritores de 2009-11-01

Lembrei-me de uma das últimas entrevistas que vi de José Saramago, no programa "Conversas de Escritores", de José Rodrigues dos Santos, acho pertinente colocá-la no Blog:

Para sempre "O Cantar da Tila"
Matilde Rosa Araújo (Tila)
* Lisboa, 20 de Junho de 1921
+ Lisboa, 6 de Julho de 2010

Matilde Rosa Araújo (1)

Flores para Matilde Rosa Araújo. Para a sua obra literária. Para o seu talento. Para a sua boa disposição. Deixo-lhe aqui o meu "Muito Obrigado".

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago: O melhor escritor da sua geração

JOSÉ SARAMAGO

Lembro-me, como se fosse hoje. No ano de 1998, estava a estudar uma peça, que seria levada à cena algum tempo depois, quando, num intervalo, enquanto sorvia um chimarrão quente e bem preparado, liguei a televisão para ficar a par das notícias do momento, e eis que a emissão, toda ela, era de parabenização ao glorioso José Saramago, por ter-lhe sido atribuído o Prémio Nobel de Literatura.

Confesso que me apeteceu abrir a janela do apartamento, enfrentando aquela fantástica São Paulo, e aos gritos manifestar toda a minha alegria. O que fiz, de imediato, foi telefonar para todos os amigos da Academia Paulista de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Instituto Cultural e Humanístico “José Martins Fontes”, a tentar dar a notícia em primeira mão, enganei-me, todos já a sabiam, a informação correra célere, existia já uma imensa panóplia de admiradores, em manifestação profunda e, quase, alucinada, em regozijo pela conquista do grande escritor. Estávamos todos eufóricos.

O Brasil respirou alegria através das narinas de José Saramago. O mesmo Brasil que hoje chora a sua morte, através da tristeza instalada no coração de todos aqueles que adoram a sua literatura. E eu sou um deles. Tenho, pousados nas estantes lusófonas, todos os seus livros, já gastos pela leitura. Já não tenho vontade de abrir janelas, já não estou em São Paulo, já não me apetece dar telefonemas…

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Propinas?

E, mais uma vez, fui passar os olhos por alguns Blog's indicados por amigos... e, mais uma vez, assustei-me com algum palavreado, desta vez o político. Não entendo como é possível, determinadas pessoas, com raízes culturais vincadas e com um certo discernimento, andarem a escrever alguns absurdos, tais como: "as propinas de (tal estabelecimento de ensino) deveriam rondar os 950,00 Euros". Claro que aprofundei um pouco a procura, para saber quem é o imbecil que propõe uma treta dessas, e eis que encontro uma raiz fincada no PSD, e braços estendidos ao CDS e ao PS. Os mesmos que andam a atrasar o país.
O indivíduo que escreveu aquela asneira é um dos que lambe as botas desses partidos (para ver se pinga qualquer cargo com ordenado chorudo)...
As propinas são um atraso na educação de qualquer nação. É necessário acabar com elas. E então, perguntam-me: "como podemos manter o ensino em Portugal?" É simples, basta acabar com os absurdos ordenados dos gestores, e, já agora, que a classe política reduza em 20% os seus próprios ordenados. Isso para começar, mas há muito a fazer.
Deixem os estudantes em paz. E deixem em paz as famílias que desesperam com o pagamento das propinas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A pena e o papel

Hoje, ao responder a um jornalista amigo, sobre quais os livros que mais tocaram fundo a minha alma, disse-lhe simplesmente: aquele que ainda não li. Depois expliquei que não era possível "dar-lhe títulos", porque não sou leitor "de títulos", o que me apaixona, de facto, são determinados autores, seja de que nacionalidade for, basta começar a conhecer a obra publicada - e a gostar - e pronto, está tudo resolvido, não descanso enquanto não comprar tudo o que publicou. O que às vezes é um desatino...
Talvez seja por esse motivo que possuo uma biblioteca de quatro mil volumes... Será?
E assim - entre risos - vou vivendo e acreditando que só a cultura e a educação podem mudar, de facto, um país. E que, um povo que não lê, principalmente o português, jamais vai perceber que a Língua Portuguesa é um organismo vivo, sempre em mutação. E, por falar em Lusofonia, conhecem a literatura de algum escritor de um dos outros países desse "mundo lusófono"? Já imaginava...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Painel (1)

Os meus amigos que me perdoem, mas só hoje, devido aos afazeres diários, é que me foi possível voltar ao Blog e escrever algumas, poucas, linhas. E esta escrita tem apenas o intuito de fazer dois ligeiros comentários sobre alguns blog's e jornais que consultei.
O primeiro é sobre o português que se escreve nesses veículos de comunicação. As pessoas esquecem-se de que estão a enviar informações e, principalmente, a orientar o pensamento daqueles que os lêem. Ora bem, não se pode escrever mal, cometendo erros absurdos, como algumas transposições de palavras mal faladas diariamente ("hades", "prontos" etc), quando queremos transmitir uma mensagem.
O segundo ponto que enerva é ver a quantidade de entendidos, principalmente em economia, a "darem palpites" na economia da sua região ou do seu país. Dizem cada barbaridade que até dói na alma. Principalmente aqueles que, por terem viajado (ou viajarem) muito a trabalho, acham que apenas o convívio com administradores estrangeiros os fazem ser "barras" em economia.
O ser humano continua a olhar para o próprio umbigo. Achando que é o super-homem invocado por Nietzsche. Isto vai mal. Muito mal. Enfim...

domingo, 23 de maio de 2010

GRANDE FANTASIA TRIUNFAL

http://www.youtube.com/watch?v=NwF-NI7C8wc
O "Hino Nacional Brasileiro" é inigualável. E esta é uma homenagem de um grande compositor a esse Hino.

domingo, 2 de maio de 2010

Campeonato Paulista de Futebol (2)

SANTOS F. C.
CAMPEÃO PAULISTA DE FUTEBOL
18º TÍTULO
PARABÉNS "PEIXE"

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Leve exercício... para descomprimir e tirar a ferrugem

“Entrou num comboio e vai viajar. O único lugar vago é ao pé de outra pessoa. Começam a conversar. A outra pessoa convence-o a ir para o mesmo sítio para onde ela vai.”

* * * * * * * * *

O COMBOIO

Acto Único – Cena Única

Pessoa: Bom dia.

Outra Pessoa (Sisudo): Bom dia!

Pessoa (Com cuidado no falar): Este lugar está vago?

Outra Pessoa (Irónico): Está a brincar. Claro que não. Não vê aí sentado o… meu chapéu?

Pessoa faz um gesto de desagrado pela brincadeira e volta o rosto à procura de outro lugar para sentar-se.

Outra Pessoa: Vá, não ligue. Estava a brincar consigo. Pode sentar-se aqui.

Pessoa (Sentando): Obrigado. Isto, hoje, está mesmo cheio…

Outra Pessoa: Sim, é verdade. É o feriado prolongado. Nestas ocasiões todos querem visitar os parentes. Sempre se passam momentos agradáveis.

Pessoa: Sim, de facto, mas só para quem os tem. O que não é o meu caso.

Outra Pessoa: Não? O amigo não tem família no Interior?

Pessoa: Nem no Interior, nem em lado nenhum, simplesmente não os tenho.

Outra Pessoa: Ora, isso deve ser aborrecido. Não ter ninguém para chatear...

Os dois soltam leve riso.

Pessoa: Tem um lado bom e outro mau, como em tudo.

Outra Pessoa: Pois… Olhe, no meu caso deve ser boa esta viagem, vou rever alguns parentes que não vejo há meses, pois estive fora do país algum tempo.

Pessoa: E eu vou apenas espairecer, conhecer novos lugares, tirar fotografias, sou um amante da fotografia, e ainda utilizo um velho equipamento manual, não sou chegado a modernices.

Outra Pessoa: Pois devia experimentar uma câmera digital, o meu filho tem uma e posso lhe garantir que é muito prática. Tem a vantagem de se poder ver imediatamente o que se fez, basta ter um computador e pronto.

Pessoa: Não, obrigado. Nem pensar. Prefiro “sentir” a câmera, o cuidado em focar, em procurar a luz correcta, em saber trabalhar com as sombras. E, depois, já não tenho idade para computadores.

Outra Pessoa: Que disparate. Mas, deixe lá. O amigo vai para onde? Se é que não se importa em falar sobre isso.

Pessoa: Não me importo nada. Vou para uma pequena aldeia perto de Guimarães. Estou a fazer um livro sobre algumas aldeias portuguesas e aquela possui algumas características que são interessantes de explorar. Espero voltar de lá com um bom material. Levo cerca de vinte rolos de filme, devo com isso conseguir uma boa meia-dúzia de imagens com qualidade de publicação.

Outra Pessoa: Interessante. Pois, eu vou mesmo para Guimarães. Não devo sair de lá, os irmãos, os sobrinhos, enfim, a família, deve tomar toda a minha atenção.

Pessoa: É uma bela cidade. Já a fotografei, em tempos idos. Boas imagens.

Outra Pessoa: Olhe, convido-o a vir almoçar connosco no domingo. O que acha?

Pessoa: Agradeço o convite, mas não quero desviar a atenção daquilo que pretendo.

Outra Pessoa: Ah. Deixe disso. É só um almoço.

Pessoa: Não, obrigado. Não me leve a mal. Mas se o amigo fizer muita questão no almoço, poderia ser na aldeia para onde vou, sempre saía da rotina de uma cidade grande. Apanhar “a fresca” no campo é deveras interessante, especialmente para pessoas, como o amigo, que nunca abandonam uma Capital.

Outra Pessoa: Como sabe que nunca abandono uma Capital?

Pessoa: Pelo “jeito cosmopolita” que possui.

Outra Pessoa: Acha-me com jeito cosmopolita?

Pessoa: Sim.

Outra Pessoa: Pois bem, saiba que não me revejo no que diz. Sou um homem de hábitos simples e visto-me de maneira modesta.

Pessoa: O que não impede de ter um jeito cosmopolita, mas isso também não importa. Vá, o que me diz do convite?

Outra Pessoa: Não será possível, tenho a família à espera. Mas faço muito gosto em tê-lo por lá. Faça as suas fotografias e depois venha ao nosso encontro, passaremos um dia agradável. Como o amigo não tem parentes próximos deve sentir uma certa falta daquela comidinha caseira de casa dos pais ou avós, estou enganado?

Pessoa: Em parte. Fui criado por um avô. Sem pais ou demais parentes. Quando esse avô partiu fiquei completamente só. E como não cheguei a casar, só, continuo.

Outra Pessoa: Caramba, não deve ter tido uma infância fácil…

Pessoa: A minha infância foi modesta, meu avô trabalhava para o sustento do lar, tivemos uma senhora que tratava dos assuntos domésticos, mas não ficava connosco. Quando o meu avô chegava do trabalho e eu da escola, pelo que me lembro, ficávamos sozinhos. Foram bons momentos, apesar de tudo. Quando fiquei só no mundo estava já com trinta e poucos anos, tinha um emprego e muitos sonhos. Nada realizei. Por isso dediquei-me, depois da reforma, ao hobby de fotógrafo. E tenho feito algumas fotografias bonitas. Tanto que já publiquei um livro e estou a caminho de outro.

Outra Pessoa: Muito bem. Diga-me, qual o título do que tem publicado? Quem sabe o encontro em alguma livraria.

Pessoa: Não se preocupe em procurar, não encontrará. Os poucos exemplares ainda disponíveis estão comigo. A edição está praticamente esgotada. Deixe-me, depois, a sua morada que o enviarei com todo o gosto.

Outra Pessoa: Ora, não o quero maçar com isso, mas se faz questão, aceito a oferta.

Pessoa: Não é maçada nenhuma. Sabe, é muito difícil a edição de livros em nosso país, dos poucos leitores que temos a maioria só consome aquilo que não interessa, e as livrarias estão abarrotadas de muito lixo. As publicações ligadas à fotografia possuem um público muito especial, sei disso porque quando publiquei o meu livro anterior comecei a conhecer esse mundo, a vê-lo de perto, a perceber coisas que nunca havia percebido.

Outra Pessoa: Acredito. Eu sempre fui um leitor razoável, nunca um consumidor compulsivo, isso não. As minhas compras literárias aconteceram sempre mediante um certo gosto por este ou aquele autor. Confesso que de fotografia não tenho nada. Sobre pintura possuo dois títulos, e que não são portugueses.

Pessoa: Quem sabe, depois de conhecer o que faço não se transforma num admirador dos livros de fotografia.

Outra Pessoa: Quem sabe…

Pessoa: O nosso país possui recantos agradabilíssimos, lugares de grande beleza para a arte da fotografia. Dá gosto guardar imagens de determinados pontos do país.

Outra Pessoa: Lá isso é verdade.

Pessoa: (Com uma certa curiosidade na voz, retirando uma carteira do bolso do casaco, e de dentro desta, uma fotografia muito antiga) O amigo, que parece ser um homem esclarecido, poderia dizer-me se conhece esta imagem, a preto e branco, que lhe vou mostrar?

Outra Pessoa: Ora, mostre-me, pode ser que conheça.

Pessoa: Já a tenho há muitos anos, e sempre na minha carteira. Nunca consegui descobrir o que é ou onde está, pois como pode reparar só se percebe uma pequena mancha numa superfície, que parece ser, talvez, um tronco de árvore.

Outra Pessoa: (Já com a fotografia na mão e analisando-a com muito cuidado) Bom… Isto não me é estranho, sinceramente, mas, o problema é que não se vê lá grande coisa… e além do mais a fotografia é muito velha… espere… eu conheço, eu realmente conheço isto.

Pessoa: Ai sim? Então diga-me.

Outra Pessoa: Bom, parece que o amigo vai mesmo almoçar comigo.

Pessoa: Sim? E porquê?

Outra Pessoa: Porque isso que está a ver é um elmo, e ele faz parte de um conjunto escultórico existente num terreno chamado de “Campo da Ataca”, em São Torcato, Guimarães, neste local, segundo a tradição, ocorreu o início da Batalha de São Mamede (de que saiu vitorioso D. Afonso Henriques, o nosso primeiro Rei) no dia 24 de Junho de 1128, data esta que é, por muitos historiadores, considerada como o “dia 1 de Portugal”.

Pessoa: Vejo que o amigo é um homem de muita cultura. Pois bem, como estou realmente curioso para conhecer o local, aceito o seu convite para almoçar, porém com ligeira alteração na programação: ao invés de ser no domingo, peço-lhe para que seja hoje mesmo, pois estou curiosíssimo para ver esse local que me está a indicar.

Outra Pessoa: Perfeito. Está combinado. Aviso os meus parentes de que vamos directamente para São Torcato. E o almoço, depois se vê, pois deve existir por lá algum recanto pitoresco, com uma boa comida caseira.

Pessoa: Muito bem. Quem sabe é agora que consigo revelar o segredo existente nesta imagem, que o amigo diz ser uma parte de um elmo, e, ainda por cima, com uma representatividade muito grande na história de Portugal.

Outra Pessoa: Quem sabe, quem sabe…

FIM

domingo, 25 de abril de 2010

Campeonato Paulista de Futebol (1)

O Santos F.C. está cada vez mais perto do título paulista de 2010:
Santo André 2 Santos F.C. 3

Hinos

"Nascer, viver e no Santos morrer. É um orgulho que nem todos podem ter."

http://www.youtube.com/watch?v=8S-tJGoxM88&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=YbnnhNcL60I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=LDR7Bv7DoTI

Homenagem a um grande clube

Presto aqui uma homenagem a uma "nação", que é minha de nascimento, corpo e alma, a "nação alvinegra". Espero que este domingo traga ao grande Santos F.C. muita alegria neste primeiro jogo da final do "Paulistão". Abraço a todos, que espalhados pelo mundo, estão, neste dia, a enviar mensagens de apoio e incentivo ao Melhor entre os Melhores. Voltamos a ser os primeiros do planeta. Volta o orgulho santista.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

RTP1 - Entrevista sobre Martins Fontes

Do meu arquivo, para quem ainda não viu este vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=PEt_sxcGKX0. Com o profundo agradecimento a todas as pessoas e instituições do Brasil e de Portugal que foram alvo das minhas manhãs e tardes de investigação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Paulino Nogueira (1)

Sem dúvida, um "fora-de-série":http://www.youtube.com/watch?v=27_vZxpl-2U. A todos os que apreciam um talento fora do comum.

sábado, 3 de abril de 2010

Tiago Pereira e "Glória de Campeão"

"O brasileiro Tiago Pereira alcançou um feito extraordinário e teve seu dia de glória. Ele faturou a Copa do Mundo de Dubai, prova realizada no Hipódromo de Mydan, nos Emirados Árabes Unidos, e conquistou o prêmio de US$ 10 milhões, o maior da história do turfe mundial. Aliás, destaque total para o cavalo montado por Tiago. O puro-sangue paranaense chama-se Glória de Campeão e é mesmo um verdadeiro vencedor – o cavalo honrou o seu nome e deu, por um focinho de vantagem, a vitória ao jóquei gaúcho. Isso sim é que é emoção na hora da conquista."

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Andrea Bocelli (1)

Divino. Existem vozes que conseguem, de facto, chegar ao Céu:http://www.youtube.com/watch?v=kCrWxKoOhH8&feature=related.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Carlos Gomes (1)

Infelizmente a Lusofonia não faz parte do pensamento do povo português, ainda muito individualista e preocupado com as conquistas "do seu umbigo". Deixo aqui "O Guarany", para que conheçam o melhor compositor erudito do Brasil (http://www.youtube.com/watch?v=PTomUb3r1m0) António CARLOS GOMES.

Luciano Pavarotti (2)

Imenso!http://www.youtube.com/watch?v=O0Sx5lbVlQA&feature=related

sábado, 27 de março de 2010

Maria Callas (1)

É como um beijo no coração:http://www.youtube.com/watch?v=SvrHxQ3qjAE&feature=related. Como curiosidade: Maria Callas nasceu Cecilia Sofia Anna Maria Kalogeropoulou (em grego Καικιλία Σοφία Άννα Μαρία Καλογεροπούλου).

Luciano Pavarotti (1)

Quem pode esquecer um génio? Este vídeo remete-nos à saudade de dois: Luciano Pavarotti e Schubert:http://www.youtube.com/watch?v=bPvAQxZsgpQ&feature=related

Granada (1)

Para quem quiser admirar o talento de um grande intérprete. A genialidade de um soberbo maestro. A qualidade de uma extraordinária orquestra. A fulguração de uma magistral obra: http://www.youtube.com/watch?v=ajoHf-H6TfU&feature=related.