sábado, 27 de março de 2010

Maria Callas (1)

É como um beijo no coração:http://www.youtube.com/watch?v=SvrHxQ3qjAE&feature=related. Como curiosidade: Maria Callas nasceu Cecilia Sofia Anna Maria Kalogeropoulou (em grego Καικιλία Σοφία Άννα Μαρία Καλογεροπούλου).

Luciano Pavarotti (1)

Quem pode esquecer um génio? Este vídeo remete-nos à saudade de dois: Luciano Pavarotti e Schubert:http://www.youtube.com/watch?v=bPvAQxZsgpQ&feature=related

Granada (1)

Para quem quiser admirar o talento de um grande intérprete. A genialidade de um soberbo maestro. A qualidade de uma extraordinária orquestra. A fulguração de uma magistral obra: http://www.youtube.com/watch?v=ajoHf-H6TfU&feature=related.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Barcelona

Quem não conhece deveria fazer algumas economias e "dar lá um salto". Um lugar de sonho, que deve ser bem visto e, principalmente, bem "sentido". Tive oportunidade de lá estar há pouco tempo, numa daquelas situações fascinantes que nos acontecem quando menos esperamos. Barcelona possui um aroma todo especial, o seu povo é curioso e hospitaleiro, o sorriso está sempre na face de cada um, e a forma como nos envolvemos imediatamente com a cidade é tão natural que parece que já lá vivemos há muito. A arquitectura é divina, os mestres arquitectos são do melhor, mas não devemos nos iludir e seguir apenas a trilha que nos é indicada... não. Devemos sim, procurar o que não nos apresentam, aquelas jóias de outra época, anterior ao génio de Gaudí. Que são também espectaculares. E, principalmente, devemos palmilhar a cidade, andar por ela, sentir o respirar de cada esquina, de cada praça, de cada rua, de cada avenida. Os espaços públicos são bem cuidados, os museus admiráveis, as bibliotecas fascinantes, e para quem gosta mesmo de livros, especialmente de raridades... caramba... aconselho uma visita aos alfarrabistas, pois estes possuem um imenso e rico acervo que dá água na boca. Fiquei com vontade de ser catalão.

domingo, 14 de março de 2010

Rafael Bordalo Pinheiro (2)

Fotografia Original
Acervo Rui Calisto
Adquirida em Alfarrabista
Sentados, da esquerda para a direita:
Rafael Bordalo Pinheiro, Mariano Feio, Manuel Bordalo Pinheiro e António Énes.
Em pé, da esquerda para a direita:
Feliciano Bordalo Pinheiro, Gomes de Brito e Gabriel Pereira.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"O Dourado" - Agustina Bessa-Luís

Apresenta-se-me hoje um texto de Agustina Bessa-Luís intitulado: O Dourado. Sinto-o como uma das produções menos profundas dessa autora, uma escrita que não preencheu o vazio que me vinha na alma. O Dourado é uma personagem marcada pela sede de riqueza e posse, que não vê nenhum problema em passar de lanceiro do reino a saqueador de casas senhoriais. Pronto, está contada a história. A autora não deu atenção a algumas situações na acção da trama, que poderiam enriquecer todo o texto como, por exemplo, fazer uma descrição mais detalhada da personagem central, para levar o leitor a perceber o real motivo da sua mudança de “profissão”, ou seja, de lanceiro do Rei a saqueador. Toda a acção acontece muito rapidamente, sem o primor do detalhe “queirosiano”, fazendo com que a trama seja muito leve, e que tudo o que se apresenta seja muito previsível. Desenrolo aqui um certo gosto literário por Eça de Queirós, e faço um julgamento deveras perigoso em relação a Agustina Bessa-Luís, concordo, porém, o certo é que esperava bem mais desse conto, algo que me fizesse apontar para o preciosismo do pormenor, do “piscar o olho” da personagem principal para com o ávido leitor. Nada aconteceu. Fiquei, portanto, decepcionado quando percebi que não existe, no desenvolver da trama, aquele raro toque que outros textos de Agustina Bessa-Luís possuem. Para piorar a situação, aborreci-me profundamente com as várias quebras de ritmo existentes por todo o conto. Algo impensável para mim, que estou sempre à procura de uma certa musicalidade em cada texto. Não compreendo, o motivo que levou a autora a “economizar” a possibilidade de descrever situações que poderiam enriquecer, em muito, todo o trabalho. Fiquei com a sensação que não disse tudo o que queria dizer porque não lhe apetecia prolongar a escrita. Ou, se quiserem, não quis “investir no enriquecimento vocabular” do tema. Mas, nem tudo é mau, pois continuo a gostar da literatura de Agustina Bessa-Luís, e a acreditar que seria muito justo se fosse premiada com o Nobel pelo conjunto da obra.