sábado, 25 de maio de 2013

 
 
O meu querido amigo Ruy de Carvalho mostra-se indignado com o facto de ter recebido uma carta das Finanças a indicar que ele já não é considerado um "Artista", passando a sua categoria a simples "prestador de serviços", perdendo direitos conexos e de propriedade intelectual. Sim, devemos ficar indignados. É digno de revolta. Porém, era um cenário previsível, pois investindo na política neoliberal como se investe desde há muito, é natural que esse tipo de injustiça aconteça. Estou ao lado de Ruy de Carvalho (sempre), mas, estou também ao lado de todos os desempregados, de todos os que passam fome, de todos os que perderam as suas casas, de todos os que são obrigados a sair de Portugal, devido, única e exclusivamente ao facto de existirem governos, passados e presente, que investiram, e investem, as divisas da nação a sustentar vícios políticos e a alimentar a corrupção que se conhece. Políticos que espalham a sua soberba, a sua arrogância e o seu claro e evidente DESPREZO por Portugal, a cada dia que passa, com as suas atitudes anti-Pátria. Políticos que merecem ser fuzilados, acusados de crime de lesa-Pátria (crime contra o poder soberano de um Estado). Tenho dito!

domingo, 19 de maio de 2013

O que é a moda, senão aquilo que fazemos dela?



 
O ato de vestir-me todos os dias é um ato de saturação mental. Não consigo compreender como alguém pode ter prazer em passar horas diante de um espelho a experimentar esta ou aquela peça. Isso enerva-me de tal modo que, sem apoio, seria capaz de rasgar tudo o que estivesse a provar.

Para mim, o óbvio é olhar para o guarda-roupa e vestir-me pensando apenas no básico: uma boa combinação de cores. Sempre primando pela discrição. O ser discreto é fundamental para não ser alvo de olhares menos bons. Creio que, se desejamos ser “espampanantes” no vestir, devemos fazê-lo no Carnaval. Período do ano em que podemos passar por “pessoas divertidas”. Quer dizer… por favor, não me interpretem mal, afinal, garanto-vos que sou uma pessoa divertida, mas creio que isso só se percebe num jantar, rodeado daqueles que amo e, naturalmente, com um tinto de qualidade a “molhar a goela”.

Lembro-me, com uma certa saudade, das calças “boca-de-sino” dos anos setenta no, logo longínquo, século XX. Lembro-me muito bem, aliás. Bem como daquelas camisas com padrões coloridos, réstia de sóis dos hippies dos anos sessenta. Bons tempos. Hoje acho graça. E, fico a matutar, muitas vezes, se ousaria repetir aqueles figurinos.

Nos anos oitenta passei a usar um estilo anos cinquenta: calças jeans, t-shirt branca, casaco de couro preto, sapatos “bico-fino”. As garotas adoravam e eu sentia-me o Elvis, o Brando, ou o Dean.

Nos noventa, com muito teatro e literatura cabeça dentro, vestia-me como um hippie dos anos sessenta. Ah… Garanto-vos que tomava banho, uma das minhas grandes predileções, ao contrário dos “garotos do Iê-iê-iê”, que tinham “fama de maus”, e o banho era coisa estranha para eles.

Entrou a primeira década deste novo século e passei ao estilo: “querida, o que vou vestir?”.

Na segunda década, acusam-me de não ter desenvolvido um estilo próprio na vestimenta. Enganam-se, pois “a minha alma” continua com calças jeans, t-shirt branca, casaco de couro preto e sapatos “bico-fino”. Já a casca, bom, essa, coitada, deseja mesmo um calção de banho e o último modelo de uma famosa marca brasileira de chinelos.
 
Aí está o que vou fazer da moda. Ou, não me digam que vivendo numa praia paradisíaca o meu figurino não estará adequado?