O meu querido amigo Ruy de Carvalho mostra-se indignado com o facto de ter recebido uma carta das Finanças a indicar que ele já não é considerado um "Artista", passando a sua categoria a simples "prestador de serviços", perdendo direitos conexos e de propriedade intelectual. Sim, devemos ficar indignados. É digno de revolta. Porém, era um cenário previsível, pois investindo na política neoliberal como se investe desde há muito, é natural que esse tipo de injustiça aconteça. Estou ao lado de Ruy de Carvalho (sempre), mas, estou também ao lado de todos os desempregados, de todos os que passam fome, de todos os que perderam as suas casas, de todos os que são obrigados a sair de Portugal, devido, única e exclusivamente ao facto de existirem governos, passados e presente, que investiram, e investem, as divisas da nação a sustentar vícios políticos e a alimentar a corrupção que se conhece. Políticos que espalham a sua soberba, a sua arrogância e o seu claro e evidente DESPREZO por Portugal, a cada dia que passa, com as suas atitudes anti-Pátria. Políticos que merecem ser fuzilados, acusados de crime de lesa-Pátria (crime contra o poder soberano de um Estado). Tenho dito!
Um dos amigos de quem sinto mais saudades é esse Senhor, cujo nome está em epígrafe. O seu percurso profissional mistura-se com a história do teatro brasileiro. O seu talento ombreia com o das divindades dos palcos, Leopoldo Fróes (1882-1932) e Laurence Olivier (1907-1989). A sua postura era ímpar, a de um cavalheiro, praticamente um aristocrata. Estava com 25 anos de idade quando o conheci, um ser ainda imberbe. Ele, com simpáticos 68. Gigante há muito. Respeitado, cultuado, um exemplo. Era carioca, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, numa quinta-feira, 7 de setembro de 1922. Muito influenciado pelo pai, Walter Autran (1891-1960), formou-se na Faculdade de Direiro do Largo de São Francisco, em 1945, desejando abraçar carreira na diplomacia. Não almejava ser ator, porém estreou como amador, em junho de 1947, no Teatro Municipal de São Paulo, com a peça “Esquina Perigosa”, de autoria de John Boynton Priestley (1894-1984), com direção de Silveira Sampaio (1914-1964). Infl...
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