Cumpre-me começar por agradecer à Fundação António Quadros, ao Instituto de Filosofia Luso-Brasileiro, bem como a Mafalda Ferro e a Renato Epifânio, o amável convite que me dirigiram para participar neste colóquio e para aqui partilhar algumas reflexões em torno de D. Manuel II, o Desventurado . Associo-me com particular gosto a esta sessão evocativa, tomando como ponto de partida um texto que, para além do seu inegável interesse biográfico e histórico, permite-nos entrever aspectos significativos da sensibilidade literária do seu autor, do seu olhar sobre as personagens da História e da rara capacidade narrativa com que procurou restituir vida a tempos já remotos. Ao concluir estas breves considerações, creio poder afirmar que D. Manuel II, o Desventurado permanece como um testemunho particularmente expressivo de uma escrita onde a investigação histórica se alia à intuição literária. Mais do que reconstruir um destino singular, o autor procurou captar uma atmosfera, compreender...
RUI CALISTO
Ator, encenador, investigador e escritor.