Quem não conhece deveria fazer algumas economias e "dar lá um salto". Um lugar de sonho, que deve ser bem visto e, principalmente, bem "sentido". Tive oportunidade de lá estar há pouco tempo, numa daquelas situações fascinantes que nos acontecem quando menos esperamos. Barcelona possui um aroma todo especial, o seu povo é curioso e hospitaleiro, o sorriso está sempre na face de cada um, e a forma como nos envolvemos imediatamente com a cidade é tão natural que parece que já lá vivemos há muito. A arquitectura é divina, os mestres arquitectos são do melhor, mas não devemos nos iludir e seguir apenas a trilha que nos é indicada... não. Devemos sim, procurar o que não nos apresentam, aquelas jóias de outra época, anterior ao génio de Gaudí. Que são também espectaculares. E, principalmente, devemos palmilhar a cidade, andar por ela, sentir o respirar de cada esquina, de cada praça, de cada rua, de cada avenida. Os espaços públicos são bem cuidados, os museus admiráveis, as bibliotecas fascinantes, e para quem gosta mesmo de livros, especialmente de raridades... caramba... aconselho uma visita aos alfarrabistas, pois estes possuem um imenso e rico acervo que dá água na boca. Fiquei com vontade de ser catalão.
Um dos amigos de quem sinto mais saudades é esse Senhor, cujo nome está em epígrafe. O seu percurso profissional mistura-se com a história do teatro brasileiro. O seu talento ombreia com o das divindades dos palcos, Leopoldo Fróes (1882-1932) e Laurence Olivier (1907-1989). A sua postura era ímpar, a de um cavalheiro, praticamente um aristocrata. Estava com 25 anos de idade quando o conheci, um ser ainda imberbe. Ele, com simpáticos 68. Gigante há muito. Respeitado, cultuado, um exemplo. Era carioca, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, numa quinta-feira, 7 de setembro de 1922. Muito influenciado pelo pai, Walter Autran (1891-1960), formou-se na Faculdade de Direiro do Largo de São Francisco, em 1945, desejando abraçar carreira na diplomacia. Não almejava ser ator, porém estreou como amador, em junho de 1947, no Teatro Municipal de São Paulo, com a peça “Esquina Perigosa”, de autoria de John Boynton Priestley (1894-1984), com direção de Silveira Sampaio (1914-1964). Infl...
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