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O baú da memória

 

A investigação traz-nos muitas alegrias. O prazer de uma descoberta é algo que não possui uma explicação simples, embora, quem não esteja habituado a tal, desconheça completamente esse sentimento.

Temas de predileção: Tenho muitos. Pesquisa efetuada: Segundo as minhas estantes, são quilómetros. Resultado: Um local, distante de onde resido, a quem dei o singelo nome transcrito em epígrafe, adaptado, na íntegra, feito repositório/arquivo/biblioteca, ou o que mais se quiser chamar.

Uma das preciosidades que envolve a investigação de um tema é a de encontrarmos documentação, sobre esse e outros motes, nos lugares mais recônditos e esquecidos do planeta, como foi o caso de saltarem-me à vista, numa singela biblioteca do Reino Unido, dois testemunhos em papel, muito curiosos. Um acerca de Óbidos, outro sobre Caldas da Rainha. Isto, numa época em que a minha inquirição era sobre a Belle Époque no Rio de Janeiro, portanto, não possuindo nenhuma relação com as temáticas descritas.

A investigação é, simplesmente, o processar sistemático da estrutura da humanidade. Fixando o passado, compreenderemos o presente e ofereceremos ao futuro uma identidade.

Podemos, naturalmente, optar por investigar de modo amador, sem intenção de edição futura dos resultados que coligimos. Mas, se somos investigadores natos, porquê o faríamos?

A investigação possui muitas finalidades perante a sociedade. No meu caso, não apenas para a escrita de ensaios, romances etc., mas, também como apoio ao trabalho que desenvolvo enquanto deputado da Assembleia de Freguesias da União de Freguesias de Caldas da Rainha – N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório.

Todas as Propostas que apresento, passam por um modelo de investigação muito objetivo, que parte do princípio simples de tentar perceber como a mesma pode ser importante para os fregueses, passando por levantar documentação clara e manifesta, e de entre esta, sem dúvida, a de descobrir quais os modelos de financiamento possíveis para colocar em prática cada Proposta, depois da mesma ser aprovada em Assembleia de Freguesia e, por sequência, na respetiva Assembleia Municipal.

A maioria das Propostas apresentadas, por terceiros, nos organismos citados, não possuem modelo de financiamento, o que dificulta absurdamente o trabalho da Câmara Municipal, que é obrigada a “perder-se” nessa busca.

Propostas são fáceis de conceber, difícil é conseguir as verbas necessárias para a concretização das mesmas.

O meu intuito, enquanto deputado da Assembleia de Freguesia citada, é o de facilitar o trabalho de quem, mais acima, deve tentar colocar em prática o que penso para os meus concidadãos.

A maioria dos políticos lança larachas para o ar, tentando convencer os mais alheados de que são Propostas fundamentadas. Como exemplo cito o disparate dominante, desde há anos, de se querer construir um estacionamento subterrâneo na praça da República (Praça da Fruta) em Caldas da Rainha. Asneira bem encorpada, pois, se fizessem um pouco de investigação consciente, teriam percebido que tal era inconcebível, pelo simples facto de que existe naquele subsolo um cemitério que data dos primórdios concelhios, bem como os resquícios de um templo religioso. Felizmente, o bom senso que orientou o executivo camarário (depois de um alerta de um grupo de investigadores, onde me incluo) cancelou o insano objetivo de meia dúzia de políticos que nenhum amor possui pelo seu concelho.

Investigação, ao serviço de todos, para colaborar com a melhoria de vida de cada um. Respeitando, sempre, o baú da memória que existe em cada pessoa, aldeia, vila, cidade ou país.

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