Dar asas à Imaginação

Já há algum tempo que venho dedicando muitas horas à ficção, mais exatamente aos romances, não os de capa e espada, nem os lamechas, cheios de lugares comuns e pouca intensidade. O meu caminho, enquanto romancista, passa por uma acentuada e cuidada investigação, para dar à história uma base sólida, onde as personagens e as ações possam deambular sem cair numa espécie de precipício literário. Um romance bem estruturado dá ao leitor o tálamo confortável e prazeroso que, naturalmente, o fará “entrar na história”, e apaixonar-se por ela, ou, simplesmente, por alguma personagem. Dos meus romances escritos, só um, por enquanto, está publicado, o “Espero por Ti em Luanda”. Uma parte da sua estrutura é ficcional, uma parcela das personagens são reais e todos os locais de ação existem. Deixei, em determinadas partes, a imaginação criar asas e sobrevoar o meu planeta mental, creio que correu bem. Se seguisse as ideias de Descartes ou Spinoza, não sairia da escrita concebível, tornando o romance numa sólida pedra racionalista, o que seria o mesmo que dizer que deixaria de ser um romance, pois faria cair a ficção.

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