Lembro-me, perfeitamente bem, do dia da morte de Orson Welles, 10 de outubro de 1985. Estava, por pura coincidência, a ler uma crítica acerca de "Cidadão Kane" quando a notícia do seu passamento chegou aos meus ouvidos. Foi-me dada por um colega de trabalho, estávamos em São Paulo, nos camarins de um teatro, a descansar, depois de algumas horas de apuro técnico (o nosso encenador era muito exigente).
Senti um certo vazio. Desprendendo-se de mim um som de desalento. Morrera um indivíduo que muito admirava.
Mas, o que é a morte?
No caso de Orson Welles não é nada, pelo menos para mim, que ainda continuo a admirá-lo com a mesma profundidade.
As marcas que deixou no cinema são imperecíveis, inovando a estética cinematográfica, seja nos ângulos de câmara, na exploração do campo, na narrativa ou na edição e montagem.
Somente quem vê, e sente, o cinema como uma das maiores expressões artísticas planetárias, consegue perceber a força e a intensidade de Orson Welles.
"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (O.W.)

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