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Mensagens

    O meu querido amigo Ruy de Carvalho mostra-se indignado com o facto de ter recebido uma carta das Finanças a indicar que ele já não é considerado um "Artista", passando a sua categoria a simples "prestador de serviços", perdendo direitos conexos e de propriedade intelectual. Sim, devemos ficar indignados. É digno de revolta. Porém, era um cenário previsível, pois investindo na política neoliberal como se investe desde há muito, é natural que esse tipo de injustiça aconteça. E stou ao lado de Ruy de Carvalho (sempre), mas, estou também ao lado de todos os desempregados, de todos os que passam fome, de todos os que perderam as suas casas, de todos os que são obrigados a sair de Portugal, devido, única e exclusivamente ao facto de existirem governos, passados e presente, que investiram, e investem, as divisas da nação a sustentar vícios políticos e a alimentar a corrupção que se conhece. Políticos que espalham a sua soberba, a sua arrogância e o seu claro e ...

O que é a moda, senão aquilo que fazemos dela?

  O ato de vestir-me todos os dias é um ato de saturação mental. Não consigo compreender como alguém pode ter prazer em passar horas diante de um espelho a experimentar esta ou aquela peça. Isso enerva-me de tal modo que, sem apoio, seria capaz de rasgar tudo o que estivesse a provar. Para mim, o óbvio é olhar para o guarda-roupa e vestir-me pensando apenas no básico: uma boa combinação de cores. Sempre primando pela discrição. O ser discreto é fundamental para não ser alvo de olhares menos bons. Creio que, se desejamos ser “espampanantes” no vestir, devemos fazê-lo no Carnaval. Período do ano em que podemos passar por “pessoas divertidas”. Quer dizer… por favor, não me interpretem mal, afinal, garanto-vos que sou uma pessoa divertida, mas creio que isso só se percebe num jantar, rodeado daqueles que amo e, naturalmente, com um tinto de qualidade a “molhar a goela”. Lembro-me, com uma certa saudade, das calças “boca-de-sino” dos anos setenta no, logo longínquo, sécul...

Habemus Papam

Não é um devoto que vos escreve. Nunca fui devoto de nenhuma religião. Admiro profundamente uma série de homens e mulheres que dedicaram a sua vida a grandes causas, especialmente aquelas que podem mudar o coração do ser humano, para melhor. Não trato como santos aqueles que para mim apenas fazem o que todo o indivíduo deveria fazer: distribuir caridade, bondade e fraternidade. Não são santos, mas são pessoas que merecem todo o meu respeito e admiração. Francisco de Assis é um deles, Jesus Cristo outro e, se deixar a mente procurar nas lembranças, creio que posso vos dar uma centena de nomes, tanto ocidentais quanto orientais. Verdadeiros espécimes que a Sabedoria e a Razão plantaram em nosso castigado planeta. Deus, para mim, é Sabedoria e Razão. Nem homem, nem mulher. No dia do meu nascimento, a minha mãe ajoelhou-se na Capela Santo António, na Sociedade Portuguesa de Beneficência , em Santos, e pediu por um bom parto. Quinze dias depois, fui batizado na Paróquia I...

A moda no século XVIII

Uma renovada conceção de pensamento, sobrevinda do Iluminismo, aliada às manifestas ligações artísticas ao Barroco e ao Rococó marcam profundamente o século XVIII (1701-1800) na Europa. Podendo, esse, ser retratado, inclusive, como um período possuidor de uma aristocracia inútil, que levava uma vida excessivamente sumptuosa e fútil. No que trata à moda, aquela época, mais precisamente até 1780, vinha mantendo a tradição de produzir tecidos e roupas através de meios artesanais. Foi nesse mesmo século XVIII que a França passou a ditar a moda europeia. O excesso de pó de arroz, de muitos brilhos, de perfumes e de perucas cacheadas tornaram-se símbolos a serem respeitados e imitados por aristocratas de outros países, e apenas por aristocratas, por que o comum dos humanos não possuía possibilidades financeiras para se “emperiquitar”. Curiosamente, apesar de todo o luxo, os nobres franceses não tomavam banho, logo, os perfumes passaram a ser importantes na higiene diária, c...

Xenofobia

Estamos em pleno século XXI e, em praticamente todo o globo terrestre, continuam a existir terríveis atos de xenofobia. O ser humano ainda não está preparado para olhar para o lado e encontrar ali um irmão. A desconfiança, o medo, a aversão, a antipatia do “eu” pelo todo à sua volta, surge apenas por que esse mesmo “eu” vive na dor permanente e perpétua que tange o medo de não ser! O planeta Terra morre todos os dias um pouco. Lenta e agonizante está a vida de todas as horas entre os humanos. Pode, o ser, acreditar que a sua identidade estará perdida se amar o natural de outras terras distantes? Pode, o ser, perder-se na sua identidade, se não admitir outras culturas ou outras crenças? Em todos os escalões sociais, em todo o mundo, existem atitudes xenofóbicas. Atitudes que lesam, muito mais, o que carrega o preconceito do que o atingido por ele. Creio que, todo aquele que possui uma atitude menos digna contra um ser humano – seja em palavras, em atos, ou em pensament...
467 anos de história. A minha Santos. Lembro-me dela todos os dias. Será que ela se lembra de mim? Um abraço enorme a todos os santistas. SAUDADES! Parafraseando o Poeta Martins Fontes: "Santos, Suprema Glória da Pátria!".

Um agradecimento aos caldenses e um adeus à política local

Caldenses: por motivos pessoais e profissionais fui obrigado a afastar-me das Caldas da Rainha e, portanto, da Comissão Política do Bloco de Esquerda . Neste momento, aproveito a gentileza da imprensa local para vir a público agradecer a todos os militantes e simpatizantes desse partido político, por todo o apoio de que fui alvo aquando das eleições autárquicas de 2009, bem como, por todo o carinho popular recebido até hoje. Agradeço, também, aos opositores políticos, principalmente pela forma polida e gentil com que sempre me trataram, e respeitaram as minhas ideias que, evidentemente, foram, são e serão sempre para benefício desse concelho, bem como de todos os seus cidadãos. O Bloco de Esquerda das Caldas da Rainha segue agora um novo rumo, de forma organizada, com intensa actividade na região e com grande aproximação à população local. A maneira, às vezes rigorosa e aguerrida, com que alguns bloquistas tomam a frente em determinados assuntos, que, sem dúvida, são do interes...