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Mensagens

Casa de sonho

  Esta manhã, a minha filha perguntou-me como é a casa dos meus sonhos. A inquirição interessou-me, mais pelo lado lúdico do que por uma questão material. Pelo que pude perceber, esse tema está a ser debatido em sala de aula, e pode ter uma conotação muito interessante, relacionada com o Ser e não com o Ter. Embora, à primeira vista, pareça exatamente o contrário. Depois de pensar uns minutos, respondi-lhe que a minha casa de sonho é quase simples. Fica na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro; é do tamanho do coração dos que, verdadeiramente, amam a vida, e possui dois pisos. No rés-do-chão temos uma entrada com o formato de uma guitarra clássica, uma cozinha, uma despensa, duas casas de banho, uma sala de convívio, uma sala de jantar e um simpático corredor com quadros em ambas as paredes, no primeiro andar encontramos quatro quartos, uma biblioteca, uma fonoteca, uma sala de estar, duas casas de banho e um grande e largo corredor repleto de esculturas; do lado de fora...

António Lacerda Sales

  No ano de 2017, em reservada reunião na Federação Distrital, comuniquei a António Lacerda Sales que gostaria de o ver como candidato, pelo Partido Socialista, à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Desde 2005 que o PS/Caldas vem se desfragmentando, e somente uma profunda reestruturação interna poderá parar esse processo. As próximas autárquicas, como se sabe, ocorrerão no ano de 2025, até lá o PS/Caldas, sob a batuta de António Lacerda Sales, poderia mostrar a uma grande parcela da população que não é só nas Legislativas que o Partido Socialista é merecedor do seu voto. O que torna um partido político vencedor é a confiança que o mesmo transmite ao eleitorado. Essa confiança, sendo um conceito central na realidade social, política e económica daquilo a que chamamos Estado Democrático, deve estar alicerçada numa base estável no seio do próprio partido, para isso é necessário que se respeite todo o tipo de pensamento e que se criem pontos de discussão ancor...

Museu José Malhôa

  Estou deveras entusiasmado com o momento pelo qual passa esse excecional Museu. A partir do instante em que soube que o meu estimado amigo Carlos Coutinho deixaria a sua direção, sobressaltei-me, pois imaginei que o órgão competente pela escolha do novo responsável entregaria esse cargo a um amigalhaço (através de um concurso público nacional feito à medida, como é tão comum em Portugal). Felizmente, a escolha ocorreu através de um concurso público internacional, e pelo que pude apurar, o júri, a Direção Regional de Cultura do Centro e o Ministério da Cultura, trataram do assunto com a delicadeza e a competência que o mesmo merecia. O Museu José Malhôa possui um enorme espólio do seu patrono, além de uma relevante coleção de pintura e de escultura dos séculos XIX e XX, sendo, inegavelmente, o grande Museu do naturalismo em Portugal. Este precursor na museologia portuguesa, tanto pela conceção arquitetónica quanto pela utilização de preceitos de conservação e de correspondê...

CCC: O ouro da terra

  O CCC – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha é, como se sabe, um belíssimo espaço cultural que reúne um conjunto de mais-valias, nomeadamente o facto de possuir o maior palco do país. O seu projeto foi iniciado no ano de 2006, pela mão do arquiteto Ilídio Pelicano, sendo inaugurado a 15 de maio de 2008. Estive presente nessa importante data, convidado pelo Dr. Fernando Costa, à época presidente da Câmara Municipal. As suas linhas arquitetónicas trouxeram um ar de modernidade ao concelho caldense, permitindo à sua população a possibilidade de mergulhar em diversos quadrantes, porém, a sua programação, nestes quase catorze anos de existência, ainda não compreendeu a mostra de todas os rostos artísticos (teatro, cinema, artes plásticas, música, literatura, etc.) possíveis, limitando-nos sempre a um gosto muito particular, fugindo, assim, e em demasia, da proposta inicial (“O edifício do CCC nasceu de um concurso lançado pelo Município das Caldas da Rainha, mot...

Fernando Patriarca Calisto

  O meu pai - e quem o conheceu pode comprovar o que aqui escrevo - possuiu uma superioridade absoluta na compreensão da essência humana - a natureza íntima de Deus - pois exprimia-se, no dia-a-dia, pelo coração. Não divisei mais nenhum outro homem que exala-se tanta bondade, tanta afabilidade, tanto carinho pela espécie humana. Toda a sua vida foi um puro ato de amor, pois, foi soberanamente justo e bom. Quem com ele privou percebeu a sua sabedoria, expressa nos atos e nos gestos contínuos de amor ao próximo. Uma sapiência que nos permite conhecer, sem jamais duvidar, o que é a justiça e a benevolência de Deus. O meu pai não morreu, pois os seres humanos bons nunca desaparecem. Os seus espíritos permanecem como sustentáculos da Terra. Enquanto homem era um puro, vindo a este planeta para insuflar de bem-querer os corações que dele se acercaram. Um ser que não possuía nenhuma influência da matéria, sendo, somente, amor filial. Possuidor de uma superioridade moral absoluta...

Faculdade de Medicina

  Em 2009, durante a campanha das autárquicas, lancei a proposta de instalação de uma Faculdade de Medicina nos pavilhões do Parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha. Para isso, seria oportuno firmar um protocolo com uma Universidade já existente (nomeadamente, Coimbra, Lisboa ou Porto) para que - sem excelsas burocracias, discussões político-partidárias insalubres, ou achaques insossos por parte da Ordem dos Médicos - fosse, no local indicado, instalada uma extensão daquele organismo. Como é visível, não temos nenhuma Faculdade de Medicina nos citados pavilhões, o que há, ainda coberto com um véu de incertezas, é uma possibilidade de instauração de um hotel de cinco estrelas. Pois bem, julgo que seria muito mais vantajoso (para este e demais concelhos vizinhos) a presença de um polo educacional naqueles moldes, que poderia aumentar consideravelmente “a produção de médicos no país”, tornando mais apelativa a profissão, menos endeusada (ter notas altas para entrar no curso não ...

No campo esotérico

Numa certa noite, após a leitura da “Batalha de amor em sonho de Polifilo”, entabulei uma animada conversa com amigos caldenses acerca da “Ordem da Névoa ou do Nevoeiro”. O que mais nos chamou a atenção foi o facto de essa organização possuir em suas fileiras nomes muito sonantes, como por exemplo Júlio Verne (1828-1905), fazendo-nos sentir uma ponta de saudade daquilo que não vivemos (estar na mesma sala com esse imenso nome da literatura mundial seria motivo de regozijo eterno). Quem leu esse autor francês (ou outros que beberam de fontes herméticas), e possui algum conhecimento esotérico, acaba por perceber todos os símbolos místicos que o mesmo utilizou nos livros que publicou, sinais que lhe conferem uma curiosa aura de áugure (o que pode, instintivamente, nos rincões mais profundos da “criativa” mente humana, incentivar as mais variadas ideias conspiratórias). A “Ordem da Névoa ou do Nevoeiro” surgiu no século XVI, pela mão de Sébastien Gryphe (1492-1556), um renomado impressor e...