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Mensagens

O espectro político e a política sincrética

Caldas da Rainha é uma cidade peculiar, no que trata ao seu espectro político, pois a maioria da sua população possui uma pouco recomendável consciência política. De concordância com a essência mais elementar de Esquerda e Direita, o óbvio seria colocar o comunismo e o socialismo na primeira, e o liberalismo e o conservadorismo na segunda, porém, não é bem assim que isso ocorre. Muitas vezes assusto-me com determinadas posições (populares) na política local, isso possui uma explicação simples: Falta de conhecimento político. O pior é que essa situação acaba por refletir-se partidariamente. Um exemplo disso: Em meados de junho escutei um fraseado sinistro, saído da boca de um líder de um partido de Esquerda, a defender uma posição praticamente colada à Extrema-Direita. Uma perfeita demonstração de ignorância histórico-política, encostada ao mais feroz liberalismo clássico da escola austríaca. Muito antes de se desejar liderar um partido político, é imperioso que se per...

"Malhôa Inédito" - Lançamento a 22 de abril de 2018

Malhôa Inédito

Prezados leitores. Segundo os Editores, o meu ensaio "Malhôa Inédito" estará em todas as livrarias portuguesas no próximo mês de abril. Em momento oportuno darei informações acerca do seu lançamento. Um abraço fraterno a todos.

Há livros... e livros...

É impressionante. Tenho recebido uma série de textos interessantíssimos, de autores completamente desconhecidos, e que, naturalmente (por não serem figuras públicas) são cabalmente ignorados pelas editoras. Editoras essas que, todos os dias, entopem as minhas páginas (Facebook) com publicidade acerca dos livros que estão a editar. Sinceramente: Para minha tristeza, considero 90% daquilo que publicam o pior do pior. "Cerejas do topo do bolo", que, na realidade, deixam-nos com náuseas depois da leitura.  Os editores não gostam de ler, é a conclusão a que chego! O que significa que o que recebem, não leem. Ou, o que é pior, escolhem pessoas com quem trabalham (sem ter noção do gosto literário de cada uma), e "espetam-lhes" com originais que, evidentemente, são "mal digeridos", levando, claro, à velha e clássica resposta editorial: "A editora, este ano, já está com a programação, de lançamentos, completa". Tenho dito aos novos autores que é nec...

O Baú da Memória

Muito mais do que o baú de escritos, que mora ao lado de uma grande estante de livros, repousa em mim o cuidado pela existência da arca da minha memória. Tenho uma facilidade enorme em enumerar os livros lidos e arquivados em minha memória biológica, será isso uma capacidade da reputação declarativa ou explícita? Será uma mais-valia do meu lobo temporal medial? O que me parece é que essa aptidão, no que toca à lembrança dos livros lidos, deve estar relacionada com a reminiscência semântica, inspirada pela base do conhecimento, inflada pelo trabalho e pelo estímulo. Serão, então, os livros lidos, os tijolos que erguem o meu Baú da Memória? Estarei a construir uma fortaleza, inspirada na criatividade, excelsa extensão da minha própria condição humana? O meu mundo, plasmado em Arte, é o meu reduto criativo, livrando minh’alma dos pactos, doutrinas e preceitos da sociedade. Tenho em mim uma enunciação criadora, consequência evidente da minha autonomia. Muito mais do que o baú de escritos, ...

Dar asas à Imaginação

Já há algum tempo que venho dedicando muitas horas à ficção, mais exatamente aos romances, não os de capa e espada, nem os lamechas, cheios de lugares comuns e pouca intensidade. O meu caminho, enquanto romancista, passa por uma acentuada e cuidada investigação, para dar à história uma base sólida, onde as personagens e as ações possam deambular sem cair numa espécie de precipício literário. Um romance bem estruturado dá ao leitor o tálamo confortável e prazeroso que, naturalmente, o fará “entrar na história”, e apaixonar-se por ela, ou, simplesmente, por alguma personagem. Dos meus romances escritos, só um, por enquanto, está publicado, o “Espero por Ti em Luanda”. Uma parte da sua estrutura é ficcional, uma parcela das personagens são reais e todos os locais de ação existem. Deixei, em determinadas partes, a imaginação criar asas e sobrevoar o meu planeta mental, creio que correu bem. Se seguisse as ideias de Descartes ou Spinoza, não sairia da escrita concebível, tornando o romance ...

Siddhartha

Li Siddhartha, de Hermann Hesse (1877-1962), no ano de 1982. Comprei-o num alfarrabista do Rio de Janeiro, durante a minha primeira viagem de reconhecimento cultural da Cidade Maravilhosa. É um livro muito bem escrito - como tantos outros - por esse excelente escritor da língua alemã (curiosamente, não vejo Hesse como um romancista, creio que, devido ao impacto de sua escrita, está mais para um prosador-poeta), e foi inspirado na vida do príncipe hindu e grande líder espiritual dos povos asiáticos Siddhartha Gautama, o Buda (o Desperto ou o Iluminado). Alguns críticos rotulam o Siddhartha, de Hermann Hesse, como um livro esotérico, porém, não o vejo assim. Essa é uma classificação simplista, derivada do pouco conhecimento desses críticos, acerca da história de Buda, e de toda a mitografia asiática. Se observarmos o livro através de um óculo asiático, percebemos que a essência da história é uma mistura fabulária, biográfica e filosófica e não esotérica. Posso, portanto, arrumá-lo em min...