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Mensagens

Grandes superfícies

  Segundo notícia veiculada pela imprensa, Caldas da Rainha poderá abrigar mais uma grande superfície. As perguntas que faço são simples e diretas, e deveriam ser respondidas pelo Diretor-geral das Atividades Económicas (DGAE), pela Câmara Municipal, e pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente: Esse concelho necessita de mais um empreendimento desse porte? Há massa crítica para tal? Lembraram-se de que essa medida pode enfraquecer – ainda mais – o comércio tradicional, especialmente o do centro da cidade? Acreditam mesmo em conquista de postos de trabalho com vínculos contratuais seguros? Os políticos caldenses ainda não compreenderam que o grande motor para um extraordinário desenvolvimento económico do concelho passa por dois caminhos: A atribuição financeira às bem organizadas indústrias culturais; A reativação total e completa das Termas. Caldas da Rainha, com a vereação cultural que possui, jamais conseguirá ...

Museu do Hospital e das Caldas

  Quando chegamos às Caldas da Rainha encontramos entradas sujas, descaracterizadas e sem nenhuma elegância arquitetónica. O mesmo ocorre com os monumentos do Parque Dom Carlos I, e os demais, dispersos pelo centro da cidade. Há, porém, um edifício que entristece qualquer apreciador de arte arquitetural: O do “Museu do Hospital e das Caldas”. Não consigo compreender o que leva determinadas pessoas a macular (com expressões que de artísticas nada possuem), tão grotescamente e em toda a sua extensão, a fachada posterior daquele imóvel. Vivemos numa época em que qualquer risco tosco é considerado uma obra de arte, porém, o que se vê naquelas paredes é ainda mais aberrante do que a pobreza estética vigente, não podendo ser chamada de arte urbana, fugindo do que se compreende como grafitti e entrando no banal conceito da pichação. Nestes tempos mais recentes, onde a cultura caldense está entregue a devaneios popularescos, pode até parecer natural ver as paredes de um dos mais i...

Demagogia ou Eurocentrismo?

  Utilizando o meu direito à liberdade de expressão, ouso comentar o apoio que a vereadora da ação social das Caldas da Rainha decidiu dar aos possíveis refugiados ucranianos que possam chegar ao concelho: É um ato louvável. Porém, faço a seguinte pergunta: O “Gabinete de Crise para Refugiados” agora criado, serve apenas para o extraordinário povo ucraniano ou podemos incluir, também, as populações que fogem dos outros graves conflitos que acontecem no nosso planeta (bem como a colónia russa, que tem sido alvo de claro preconceito no concelho caldense)? Com certeza a Sra. vereadora não sabe, mas existem vinte e oito atrozes conflagrações a ocorrer no globo terrestre, entre elas: O conflito curdo-turco; a segunda guerra civil no Iraque; a guerra contra o narcotráfico no México; a guerra civil da Somália; a insurgência islâmica no Magrebe; o conflito na Caxemira; a guerra do Afeganistão; a guerra civil na Síria; a guerra civil iemenita; o conflito no sul da Arábia Saudita; a gu...

A alma exterior

    Todos os dias vestimos a roupa que mais agrada aos outros. Frequentamos os lugares que nos indicam. Bebemos o que nos impingem em insalubres propagandas. Dizemos palavras que, na realidade, deveriam estar sempre silenciadas, por terem sido pensadas por mentes alheias à nossa. Resumindo: Vivemos para fora. As redes sociais, e o que os outros pensam de nós, vieram biblicamente alçar-nos a qualquer coisa de inútil. A vontade dos outros, sobre a nossa, desmanchou-nos a alma interior. Recuperar a nossa identidade, a nossa voz, a nossa consciência, é um trabalho exaustivo, penoso, quase impossível. E, será que o gostaríamos de fazer? A síndrome do alheio abastece-nos de tal modo que confundimos a realidade da vida com a virtualidade das redes. A maioria das pessoas, atualmente, acorda nervosa, irritada, destilando fel e arrogância. Como são vítimas da veleidade absorta, a primeira coisa que fazem, ao saltar da cama, não é dar continuidade à leitura de um livro, é, lame...

Casa de sonho

  Esta manhã, a minha filha perguntou-me como é a casa dos meus sonhos. A inquirição interessou-me, mais pelo lado lúdico do que por uma questão material. Pelo que pude perceber, esse tema está a ser debatido em sala de aula, e pode ter uma conotação muito interessante, relacionada com o Ser e não com o Ter. Embora, à primeira vista, pareça exatamente o contrário. Depois de pensar uns minutos, respondi-lhe que a minha casa de sonho é quase simples. Fica na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro; é do tamanho do coração dos que, verdadeiramente, amam a vida, e possui dois pisos. No rés-do-chão temos uma entrada com o formato de uma guitarra clássica, uma cozinha, uma despensa, duas casas de banho, uma sala de convívio, uma sala de jantar e um simpático corredor com quadros em ambas as paredes, no primeiro andar encontramos quatro quartos, uma biblioteca, uma fonoteca, uma sala de estar, duas casas de banho e um grande e largo corredor repleto de esculturas; do lado de fora...

António Lacerda Sales

  No ano de 2017, em reservada reunião na Federação Distrital, comuniquei a António Lacerda Sales que gostaria de o ver como candidato, pelo Partido Socialista, à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Desde 2005 que o PS/Caldas vem se desfragmentando, e somente uma profunda reestruturação interna poderá parar esse processo. As próximas autárquicas, como se sabe, ocorrerão no ano de 2025, até lá o PS/Caldas, sob a batuta de António Lacerda Sales, poderia mostrar a uma grande parcela da população que não é só nas Legislativas que o Partido Socialista é merecedor do seu voto. O que torna um partido político vencedor é a confiança que o mesmo transmite ao eleitorado. Essa confiança, sendo um conceito central na realidade social, política e económica daquilo a que chamamos Estado Democrático, deve estar alicerçada numa base estável no seio do próprio partido, para isso é necessário que se respeite todo o tipo de pensamento e que se criem pontos de discussão ancor...

Museu José Malhôa

  Estou deveras entusiasmado com o momento pelo qual passa esse excecional Museu. A partir do instante em que soube que o meu estimado amigo Carlos Coutinho deixaria a sua direção, sobressaltei-me, pois imaginei que o órgão competente pela escolha do novo responsável entregaria esse cargo a um amigalhaço (através de um concurso público nacional feito à medida, como é tão comum em Portugal). Felizmente, a escolha ocorreu através de um concurso público internacional, e pelo que pude apurar, o júri, a Direção Regional de Cultura do Centro e o Ministério da Cultura, trataram do assunto com a delicadeza e a competência que o mesmo merecia. O Museu José Malhôa possui um enorme espólio do seu patrono, além de uma relevante coleção de pintura e de escultura dos séculos XIX e XX, sendo, inegavelmente, o grande Museu do naturalismo em Portugal. Este precursor na museologia portuguesa, tanto pela conceção arquitetónica quanto pela utilização de preceitos de conservação e de correspondê...