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Mensagens

Praça da Fruta

  Este símbolo caldense, identificado em todo o país, esteve irreconhecível por muitas semanas devido, como se sabe, à pandemia que assola o nosso planeta. Neste momento, felizmente, os vendedores, que são o rosto daquela exuberância, ali estão, novamente, a expor e a vender os seus produtos. Passada a força da borrasca, venho colocar-me em sentido, para reiniciar uma discussão, por mim encetada no dia 1 de março de 2018, aquando da apresentação da minha Proposta “ Instalação de um Céu de vidro na Praça da República”, na reunião da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Caldas da Rainha – N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório. Ora bem. Sabendo que é o mercado diário, no antigo Rossio, atual Praça da República (a badalada Praça da Fruta) que mantém viva aquela identidade, podendo, assim, trazer um bom volume de turistas a esta região, insisto, novamente, com aquele tipo de instauração, dizendo: Esse histórico local possui um importante tabuleiro em pedra e uma crónic...

Museu do Cinema

Caldas da Rainha possui um raro acervo cinematográfico, porém, não contempla um espaço adequado para o expor permanentemente. O cinéfilo Mário Lino, coordenador do Museu do Ciclismo, é o feliz proprietário desse nobre património relacionado com a Sétima Arte. Para que esse pecúlio permaneça nesse concelho urge ultimar a criação de um Museu do Cinema, o que, creio, não será difícil para uma cidade que se auto-denomina “das Artes”. O espólio em questão, possuindo um local apropriado, permitirá ao visitante uma abordagem amplamente singular, que, naturalmente, poderá repercutir, de modo específico, num olhar apaixonado sobre a conceção do que foi, é, e será, o cinema. Toda aquela riqueza cinematográfica é constituída por documentos diversos, cartazes, fotografias, além de uma excelente gama de projetores de diferentes épocas, entre outras preciosidades. Esse acervo possui uma esplêndida inventariação, tanto das salas de cinema quanto do histórico cinematográfico de Caldas da Rai...

A ditadura da máscara

    É curioso, o modo como algumas pessoas exacerbam o seu grito ditatorial. Naturalmente, cada um de nós possui, com mais ou menos exuberância, uma veia saltada, cheia de sangue despótico, mas, alguns chegam a exageros. Tem sido frequente, ao entrar numa loja, de qualquer espécie, antes de um “bom dia” ouvir um grito saído das entranhas mais tirânicas que existem. Um estridor que traz em si o peso nefasto do que cada um tem de pior, sim, porque aquele “COLOQUE A MÁSCARA” que se ouve é o vociferar do mais poderoso espírito de autoridade bacoca. Das duas, uma: Ou o desgraçado dono do berro possui uma clara tendência para o alistamento (neste caso não podemos chamar de militância) num partido de extrema-direita, ou é simplesmente tolo. Pode ser, também, uma sumária questão de falta de educação, e, se for o caso, convém ser resolvido de modo elementar: Um curso intensivo com a Sra. Bobone (risos). Como Portugal é um país de especialistas em tudo - o que se percebe após ...

Museu da Imagem e do Som (MIS)

Como podemos guardar uma memória, protegendo-a, para que, num futuro distante, os nossos descendentes compreendam o que as gerações anteriores vivenciaram? Em 1965 foi criado no Rio de Janeiro o primeiro organismo com esse propósito. Em 1970 foi a vez de São Paulo. Até hoje os Museus da Imagem e do Som daquelas cidades - com ramificações importantes e com uma preocupação constante em preservar o património audiovisual regional, estadual e nacional – incentivam pessoas das mais variadas camadas sociais a salvaguardar diverso tipo de documentação sonora e imagética, facultando desse modo, que em décadas próximas seja possível explicar as personalidades, e as atitudes, dos seres pensantes que compreenderam diversas gerações. Em 55 anos (1965-2020), o Brasil chegou ao sensacional número de 23 Museus da Imagem e do Som (MIS), espalhados de norte a sul do país. Caldas da Rainha, Óbidos, e demais cidades portuguesas, deveriam ter em atenção a importância da proteção dos painéis da vid...

A Cidade Romana de Eburobrittium

Em uma de minhas incursões pelo concelho de Óbidos detive-me largo tempo naquele que poderia ser o seu mais importante rosto turístico: A Cidade Romana de Eburobrittium. Infelizmente, em “avançado estado de decomposição”. Aquele cadáver, exposto a céu aberto, reflete o pouco caso da Câmara Municipal local pelo seu património cultural. Apesar da própria investir largamente numa lengalenga poeirenta e bafiosa, que enxameia a imprensa escrita e falada, com informações que dão a entender que é um reduto de cultura arrimado por “mentes superiores”, quando o que se vê realmente é exatamente o contrário. Se retirarmos o marketing festivaleiro nada se aproveita na cultura obidense. O povo acredita que entretenimento é cultura, e os políticos de plantão aproveitam-se dessa estreiteza de conhecimento para oferecerem a degustação de nada, acompanhado de pão cediço e vinho a martelo. Óbidos é uma Vila marcada pela sua Muralha, um símbolo belíssimo de Portugal, e poderia ser uma região rev...

Da varanda da minha casa

Daqui, desta varanda onde pouso os pés, vejo, alta e prateada, uma soberba lua. A noite está silenciosa. Ajeito a cadeira, e refastelo-me com sobriedade e bom humor. Quase não passa viv’alma. A madrugada vai alta. A rua, que de dia é febricitante, devido ao movimento humano e ao facto de ser amplamente pedonal, a esta hora esbanja um romanesco e agradabilíssimo silêncio. Quem diria que, bem no coração da cidade, encontraria tanta paz e tranquilidade… Vital para que o coração da literatura continue o seu intenso trabalho. Da varanda da minha casa vejo intensas cores, nas frontarias dos edifícios que me são vizinhos, embebidas num tom amarelo, atirado em romança por candeeiros diversos, de distintas épocas. Extáticos e sérios, desperdiçando a gravidade de um olhar, estão os manequins das lojas de roupa que jazem a poucos metros. Vigilantes atentos, porém, impedidos de ventilar informações, por uma questão puramente frugal… …Tão diferentes de alguns pseudopolít...

O carneiro na política

Eis um ser curioso: O velígero político! Um indivíduo que não tem por hábito pensar ou refletir acerca de assuntos importantes, porque não consegue chegar a nenhuma conclusão ou porque acredita piamente no seu líder (este é, geralmente, um indivíduo sem escrúpulos, ganancioso e corrupto, que sabe muito bem o que deseja: Poder e dinheiro). O Ovis Aries é obediente ao extremo, sendo, portanto, de desmedida relevância económica para “o seu dono”. Vulgarmente não dá muita despesa, pois alimenta-se de sobras, embora acredite que o que recebe no repasto é caviar, quando, efetivamente é apenas palha. Criado em cativeiro (dentro da sede do partido) dá menos trabalho ainda. Sem notar, devido ao alto volume de ar entre as orelhas, acaba por não compreender o que significa ter uma ideologia política, o que dá imenso jeito ao tal “líder”. Quando se aproxima a época de eleições internas (no seu partido) é natural, para o carneiro, ter a atenção voltada para as palavras que saem ...