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Mensagens

Natal em tempo de pandemia

  Em sua origem, o Natal surgiu para celebrar o Deus Sol no solstício de inverno. Há indícios históricos de que o primeiro louvor natalício, como o conhecemos, tenha ocorrido no século II, na Turquia. Depois, no século III, a Igreja Católica passou a encorajar a conversão dos povos pagãos - então dominados pelo Império Romano - a glorificar o nascimento de Jesus, o Homem de Nazaré. No século IV estava consolidada a festividade entre os religiosos ocidentais, com a primeira comemoração em Roma no ano de 336. Já no ano 350 o Papa Júlio I (?-352) coordenou uma extenuante investigação e proclamou o dia 25 de dezembro como data-maior católica. Por estes lados, as luzes natalinas já estão acesas. O comércio colocou brilhos e luzes da época em suas montras; Uma cadeira para o bom velhinho - aquele, de barbas brancas e fato vermelho – foi instalada numa grande superfície comercial; Aguarda-se, apenas, o tilintar dos sinos, a anunciar a aproximação das renas, carregadinhas das prendas p...

Cuidar da casa alheia

  Acho muito curioso o modo enérgico demonstrado por alguns caldenses e obidenses, no que trata à recente eleição para a presidência dos Estados Unidos da América. Gostaria de ver as populações, desses dois concelhos, preocupadas, isso sim, com as suas terras, com o desempenho das suas autarquias, e com a prestação da Oposição em ambas as localidades. “Com certeza, se estivesse nos “States” votaria em fulano…”, foi o que ouvimos por estes dias. Louvo a atitude, mas, pergunto: Porque não vão às urnas em território português? Porque limitam a sua atuação política a banais discussões em redes sociais? Para transformarmos um município morto num de grande produtividade, em todas as áreas, precisamos de envolvimento popular. Se nunca nos dispusermos a atuar daremos força à não-mudança. Nada é mais prejudicial à Democracia do que ajudarmos (abstendo-nos de ir às urnas) a manter um partido no poder por mandatos consecutivos. Sendo, também, muito nocivo, por razões óbvias, estimular as...

O baú da memória

  A investigação traz-nos muitas alegrias. O prazer de uma descoberta é algo que não possui uma explicação simples, embora, quem não esteja habituado a tal, desconheça completamente esse sentimento. Temas de predileção: Tenho muitos. Pesquisa efetuada: Segundo as minhas estantes, são quilómetros. Resultado: Um local, distante de onde resido, a quem dei o singelo nome transcrito em epígrafe, adaptado, na íntegra, feito repositório/arquivo/biblioteca, ou o que mais se quiser chamar. Uma das preciosidades que envolve a investigação de um tema é a de encontrarmos documentação, sobre esse e outros motes, nos lugares mais recônditos e esquecidos do planeta, como foi o caso de saltarem-me à vista, numa singela biblioteca do Reino Unido, dois testemunhos em papel, muito curiosos. Um acerca de Óbidos, outro sobre Caldas da Rainha. Isto, numa época em que a minha inquirição era sobre a Belle Époque no Rio de Janeiro, portanto, não possuindo nenhuma relação com as temáticas descritas. A...

Os 125 anos da Jarra Beethoven

  Há momentos em que o pensamento foge na direção da melhor cidade do mundo. Fui muito feliz no Rio de Janeiro, e espero voltar a sê-lo. Uma urbe que transpira cultura, que verte de suas artérias uma seiva abundante no que trata ao Teatro, ao Cinema, às Artes Plásticas, à Dança, à Música, etc.. Uma metrópole tão impactante que transforma, integralmente, a nossa alma, e o nosso modo de ver o planeta, com as suas nuances estético-culturais. De entre as centenas de horas que conto, muitas delas foram vividas na Cidade Maravilhosa a observar, a sentir, e a palmilhar diversos caminhos relacionados com a cultura. Posso referir, no correr da pena, inúmeras alegrias que a arte daquela urbe me proporcionou, tanto como elemento da plateia quanto como homem do palco, mas não o farei. Deixarei, apenas, a escrita resvalar para uma determinada tarde, plantada num dia muito distante, do ano de 1983: A primeira vez que vi a Jarra Beethoven, de autoria de Rafael Bordallo Pinheiro (1846-1905). ...

A Região do Oeste e o Turismo

  A Região do Oeste é composta por 12 concelhos (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) e cada um possui referências importantes em vários âmbitos, porém, continuam, no campo do turismo, a reger-se por uma individualidade muito forte. Se as localidades citadas sobrevalorizassem o património histórico-arquitetónico-cultural que possuem, e executassem um programa conjunto, certamente poderia existir um fluxo turístico, nacional e internacional, muito enriquecedor. O que salta à vista, quando visitamos toda a Região do Oeste, é a opulência da sua natureza. Devido à falta de sinergia entre as partes, os artistas e os agentes culturais, tentam, com os mínimos recursos que possuem, fazer o milagre da multiplicação, inventando-se a cada dia, com o intuito de mostrar ao visitante o que de melhor existe relacionado com a música, o teatro, a dança, a fotografia, a literatur...

Um projeto arrojado para o Caldas S. C.

  Recentemente voltei a dedicar alguma atenção a um projeto, de autoria dos arquitetos Hugo Feliciano, Marco Godinho, Nuno Gonçalves e Vasco Antunes (contando com a colaboração do engenheiro Eduardo Freitas), que pode colocar o Caldas Sport Clube (fundado a 15 de maio de 1916) num patamar de excelência, em âmbito desportivo. Esse emblema usufrui, desde 1934, de um recinto para a prática do futebol, conhecido nacionalmente por “Campo da Mata”, com uma lotação que pode chegar às 13.000 pessoas. Porém, as condições gerais desse local, bem como o conforto dos seus atletas, adeptos e simpatizantes, foram sempre colocadas em segundo plano, devido, naturalmente, à escassez de verbas que um clube desta dimensão possui. Entretanto, também há poucos dias, soube que o Caldas S. C. (agora com alguma verba disponível) iniciou um somatório de ações para a requalificação do seu santuário desportivo. No entanto, pelo que consta, o projeto citado acima não foi o beneficiado. O que me entristece...

Árvores: A necessidade da Educação Ambiental

  As redes sociais mostram-me que, de facto, muitos são os portugueses preocupados com a arborização dos seus concelhos, porém, esse monumental esforço - em reclamar acerca do corte sem nexo que ocorre de norte a sul, eliminando espécimes, na maioria das vezes raras – passa-se apenas no descanso do sofá, pois, quando deveriam fazê-lo numa Assembleia de Freguesia, ou em outro organismo “que os pudesse ouvir realmente”, já não se dispõem a concretizá-lo, neste caso “dá muito trabalho”. As árvores são essenciais para a manutenção da vida. Uma área bem arborizada torna-se equilibrada, no que respeita a oxigénio e gás carbónico, o mesmo acontece quando um concelho está relativamente bem sustentado, possuindo uma diversidade de castas espalhadas pelo seu todo. Plantar é fundamental, enquanto cortar ou abater indiscriminadamente é destrutivo para as cidades, especialmente para os seus centros nevrálgicos, devido à aglomeração de pessoas e meios de transporte. Não existe, em territ...